Novo líder do PT, Vicentinho diz que por fuga e documentos falsos, Pizzolato envergonha o partido

O PT sempre teve uma postura de vitíma em relação a condenação dos seus filiados no caso do mensalão, mas ao discursar no Congresso, o novo líder da legenda na Câmara dos Deputados, Vicentinho, parece ter uma outra visão sobre as condenações ou ele se sente envergonhado apenas pela figura de Pizzolato, na fala isso não fica claro.

A direção do PT esta alíviada com a notícia de que são remotas as chances de extradição de Henrique Pizzolato, banqueiro do mensalão condenado a 12 anos de cadeia pelo Supremo Tribunal Federal, que é filiado ao partido, falsificou documentos, fugiu e até votou em nome outra pessoa.

Os petistas temem que se Pizzolato for extraditado e se sentir “abandonado” pelo partido, como já se queixou a interlocutores do PT, Pizzolato conte a quem servia e quem chefiava o esquema de corrupção do qual foi protagonista, como diretor do Banco do Brasil. Trocando em míudos, o PT teme que enfim as provas venham à tona por meio de um outro delator, que condenado faça acordos para atenuar os muitos crimes que cometeu além da AP 470.

Morto em 1978, irmão de Pizzolato ‘votou’ nas eleições para prefeito do Rio em 2008, conseguiu tirar dois passaporte, brasileiro e italiano, além dos demais documentos e tinha situação regular na Receita Federal. A pergunta que não quer calar nem dentro do PT é como Henrique Pizzolato conseguiu tais documentos e quem o teria ajudado.

O novo líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), disse em seu pronúnciamento que a fuga de Pizzolato e a revelação do uso de documentos falsos levou “vergonha ao partido”. Difícil de acreditar, pois até ontem o discurso era uniforme entre as lideranças do partido e sempre pautado pela condenação injusta de inocentes.

O PT tem uma decisão difícil a ser tomada, pois se optar por abandonar Pizzolato, pode sofrer com novas revelações. Se abraça o condenado que falsificou documentos e preemeditou a fuga antes mesmo do processo ser julgado, pode não ter o endosso da sociedade para tal atitude.

Henrique Pizzolato foi condenado pelo STF a pagar multa de R$ 2,1 milhões. Resta saber quando o PT iniciará a “vaquinha” para ajuda-lo ou simplesmente vai passar a ignora-lo.

A Justiça italiana negou nesta sexta-feira a liberdade provisória ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, por ele apresentar “perigo de fuga”.

Lorenzo Bergami informou que, no depoimento, Pizzolato se manifestou contra a extradição por considerar “político” o julgamento do processo do mensalão no Brasil.

O advogado revelou também que o mensaleiro está “tranquilo” e que “não arrancou os cabelos”. Pizzolato deixou o tribunal dentro de um furgão azul para a penitenciária de Modena.

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