A palavra “sustentabilidade” nunca foi tão banalizada como na Goiânia insustentável de Paulo Garcia

Gentileza gera gentileza. O dístico, diversas vezes anotado pelo poeta de rua carioca, cohecido como o Profeta, em goiânia virou mote de campanha do então candidato a prefeito Paulo Garcia.

Gentileza gera gentileza, gente. Em uma campanha considerada muito fácil, face a candidatos de oposição que praticamente inexistiram, só faltaria a Paulo Garcia perder para ele mesmo. O que, graças a tiradas de sua equipe de marketing, não aconteceu.

Além de gentileza, outra palavra muito utilizada naqueles meses de caça aos votos foi sustentabilidade. Alguém já sabe lá dizer o que é isso, a sustentabilidade do prefeito eleito Paulo Garcia?

Pois bem, passados apenas um ano e um mês de gestão do poder municipal, a máscara vai caindo sem ter mais como pregar na pele.

A esperada Goiânia da sustentabilidade vai aos poucos e aos trancos dando lugar à Goiânia da realidade. Opaca e descontrolada. Outrora área verde intocável, o Jardim Botânico, anuncia o gentil prefeito da sustentabilidade, vai se adensar de novas construções. Fácil.

Traga para cá o seu prédio. E a Prefeitura, quebrada, ganha com a cessão dos terrenos e, com o dinheiro, pode viver mais folgada seus dias de decadência. Mas não ficam por aí as decepções dos que, como eu, votamos em Paulo Garcia.

A sua administração, quando não parada por indecisões, sem saber qual o caminho a seguir, sem saber qual sua marca, vai dando margem a um naufrágio em pleno cerrado.

Tudo indica que afundaremos no seco. É o que se nos insinua o transatlântico desgovernado em que se transformou esta administração. E a gentileza, oras, quem dela quer saber?

A demissão sumária de uma secretária como Glacy Antunis, nos enche de vergonha. A honradez, o trabalho, a seriedade, a dedicação, a experiência e o discernimento, nada disso contou para o sr. prefeito Paulo Garcia na hora de guilhotinar sua representante no posto da cultura.

Nada contra quem entrou no lugar, que afinal, como quer o prefeito já desmascarando-se, isso é apenas jogo político. Sabe-se que outros não foram os critérios.

O resultado, porém, não poderia ser pior. Diante de expectativas que emergiam qual canteiro depois de adubado e que nos foram arrancadas sem justa causa, resta-nos dizer que vamos cobrar, vamos comparar e aguardar que a história justifique o impossível.

Mas desde já fica registrado que se gentileza gera gentileza, como sabemos bem, mesmo antes da chegada do Paulo Garcia, a falta dela haverá de gerar o que não se quer, a ponto de podermos estar chegando a uma gestão repulsiva, em que sustentabilidade e sentimentos nobres e dignificantes passam a dar lugar ao jogo pouco civilizatório do toma-lá-dá-cá-o-meu, nobre companheiro e querido camarada.

Diante das evidências que vão se cristalizando, uma única dúvida ainda resta. Afinal, o que quer o prefeito Paulo Garcia e qual o seu preço? Pois seu valor, já perdeu.

(Px Silveira, Instituto ArteCidadania)

Texto extraído do Jornal Diário da Manhã e de autoria de Px Silveira

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